segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Jabá

Jabá. Só jabá, por toda a redacção. Todos falam do jabá e correm com o jabá de um lado para o outro, todos entusiasmados. A mesa da "recepcionista" do 4° piso está cheia de jabá empilhado que é para distribuir. "É Natal, muito jabá", diz um jornalista.
Jabá é o ramo de flores, jabá é o livro, o CD, a planta, a garrafa de vinho ou de licor, é o convite para um espectáculo cultural, é uma passagem para viajar, é o perfume, a caixa de chocolates ou tudo o que se assemelhe a um presente de Natal enviado para a redacção de um jornal. Ainda não conheço a profissão assim tão a fundo em Portugal, mas duvido que seja assim. Não tenho espaço para me mexer nesta mesa porque estou atolhada de jabá dedicado à pessoa que aqui se sentaria não fosse eu estar cá.
O quanto eles gostam deste jabá!! Andam mesmo contentinhos. E queixam-se porque o governo estabeleceu um limite de cem reais para as prendas que eles deviam receber. Por isso já não podem fazer cruzeiros nem viagens familiares a sítios paradisíacos com tudo pago, nem receber telemóveis topo de gama... Coitadinhos! A pena que eu tenho deles!
É neste ambiente jabaleiro que eu me vou embora. É já amanhã, visto que pedi para terminar mais cedo. Tenho aí uns afazeres. A despedida já começa. E, desta vez, ela vai ser feita aos poucos. Primeiro o trabalho, depois o Rio, depois o albergue. E já tive que me despedir da Alicinha, que entrou de férias. Mas anima-me o pensamento do "faltam 5 dias".

Um comentário:

Enes disse...

isso do jabá é bem fixe !